Soulmates Never Die

(texto lido em 18/06/10, na festa da minha irmã).

Nat,

Quando eu tinha 5 anos e falei “pai, quero um irmãozinho” nunca imaginei que hoje estaria aqui falando esse texto.

Eu queria um irmãozinho que eu pudesse roubar os brinquedos, brincar de brigar e jogar video-game. Mas eu não ganhei um irmãozinho, eu ganhei uma boneca, um anjinho de porcelana.

De porcelana pela beleza, mas que de frágil não tem nada.

Sempre me batia, mordia, beliscava e depois chorava falando “mãe olha o airo!” ou “ai ai airo!”.

Mas a gente sabe que essas brigas eram a forma que achávamos para mostrar nosso amor um pelo outro. Crianças não sabem falar “eu te amo”, mas conseguem mostrar isso de maneiras bem originais. As vezes até um pouco dolorosas.

Lembro que apesar de menina e mais nova, você sempre foi muito mais forte que eu, em todos os sentidos.

Como, por exemplo, quando eu estava no auge da crise existencial da adolescencia, chorando, você me abraçava e ficava em silêncio.
Um silêncio sabio de criança.
Ficava em silêncio pois não eram necessárias palavras: Você ali do meu lado me mostrava o que estava certo e o que estava errado. Me mostrava que caminho seguir e qual ficar longe. Me mostrava isso pelo amor, e não por palavras.

Engraçado que hoje você é uma mulher. E mesmo sendo uma mulher, mantém esse silêncio sabio de criança.

Nat, você pode não ser muito boa em matemática ou em ciências, mas você tem a melhor inteligência que alguém poderia ter: a inteligencia de manter-se criança, mesmo quando o mundo adulto tenta te afogar com muitas coisas ao mesmo tempo. Você mantém o olhar que consegue mostrar o erro sem deixar de dizer eu te amo. Você consegue olhar pra mim e saber exatamente o que eu estou sentindo e me falar “tudo bem, eu estou aqui”. Tudo isso sem palavras.

Eu acho que isso é muito mais do que um simples amor. É uma ligação de almas. Somos almas gêmeas no melhor sentido dessa palavra. E como diz uma de nossas muitas músicas: Almas gêmeas nunca morrem.

E para reforçar que eu estarei aqui sempre pra você, mesmo quando o mundo parecer completamente errado, e ainda fazendo uma homenagem aos tempos onde agente dizia eu te amo com uma pitadinha de dor, te dou um presente que vai estar para sempre comigo. E consequentemente com você.

Com certeza ele é menor do que os outros embrulhados naquela mesa, mas tem um tamanho gigante para mim e espero que signifique muito para você.

Soulmates Never Die

Soulmates Never Die

Estarei aqui para você. Nos momentos fáceis e difíceis. Como almas gêmeas devem ser.

~ por airomunhoz em junho 20, 2010.

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