Aberto para balanço
Ter um dia feliz e outro triste. Uma hora linda e outra triste. Oscilando, como subidas e descidas de uma montanha-russa. Esse parque de diversões patético que engloba esses meus sentimentos tolos e fortes de mais para controlar. Felicidade e tristeza no mesmo carrinho, subindo e descendo desgovernadamente, esbarrando em tudo e jogando um contra o outro, chocando sentimentos.
Tristeza é importante, assim como os anos ruins.
Ah, a ilusão do tempo, da divisão de anos. Do “depois desses 10 segundos é um ano novo, vida nova!”. Melhor assim, faz acreditar e quando a fé é profunda, acontece.
Peço pelo menos que aconteça na consciência, e não por inércia. Com mais poesia e menos necessidade de justificar tudo. Viver o “feliz ano” inteiro em cada minuto. Pensa que acontece.
Poesia é importante, assim como os dias ruins.
Romantizar as palavras e sorrir com o peito cheio de emoção. Tolo, mas cada dia mais necessário. Deixar escorrer a lágrima quando despertada com verdade. Gargalhar e chorar, ascender, acender e apagar.
Escuridão é importante, assim como os momentos ruins.
Velas que marcam os anos ruins com cicatrizes profundas, deixando o âmago da dor exposto para poder secar quando a luz voltar. E ela volta, como uma fagulha, um milésimo de segundo no tempo infinito do medo.
Acidentes são importantes, assim como os milésimos de vida: A verdade sobrepondo a importância do sofrer, as freadas bruscas e o choques contra os muros.
Choques são necessários para seguir em frente ou mudar o caminho.
Literal ou não, triste ou feliz, real ou não, melhor amar vivendo, sem fechar para balanço. Viver sendo. Esses momentos, essas pessoas.
Se é falando que me oriento da confusão, quero falar as palavras parar pessoas ouvirem. Elas que descartem se não quiserem usá-las.
