Sutil
Ele respirou fundo e abriu a porta, esperando o pior. Ele sempre esperava o pior nos primeiros contatos, como todos.
Ele: Confuso. Exibia suas cicatrizes com certo orgulho.
Falou um “oi” encabulado, passando rapidamente os olhos na sala. Seus olhos chocaram-se com o olhar surpreso dela.
Ela: Cabelos curtos, olhos e moletom verdes. Óculos pequenos, bem encaixados no rosto redondo e com imperfeições perfeitas. Era linda do seu próprio jeito.
Sentou-se encabulado por um contato tão profundo tão cedo: tinha medo de se expor demais, mas guardou uma foto daquele momento.
Algumas semanas depois não havia mais medo e a conversa acontecia naturalmente. Alguns meses depois o sentimento já existia e ia crescendo gradativamente, mesmo com os problemas que enfrentava no caminho.
Um dia algo de novo despertou-se e mudou algumas coisas entre eles. Outro dia isso ficou insuportávelmente claro e lindo, não cabendo dentro do peito e explodindo em sorrisos contidos (que dariam um texto só deles). Eles eram plenos.
Eles: Nunca houve uma conversa, uma definição. Houveram fotos, músicas e carinhos. Pernas e olhares. Mordidas.
Era o melhor acordo que podiam ter. O único possível. O que não dizia, mas era. Pleno. O que, de escrever, poderia escorregar e desaparecer no ar.

E ai airo! Muito bom!
Fazia tempo que não passava aqui para dar uma lida.
Ta escrevendo bem daora.
Vou tentar acompanhar mais frequentemente ^^ !
Continue assim!
@RafaelLevi disse isso em novembro 23, 2010 às 3:52 pm