Desobediência
Uma simples história fictícia.
Ele sempre fora um menino desobediente.
Quando ele era somente uma criança sua avó sempre lhe dizia: ‘menino, desce dai se não eu chamo o guarda’. Ele nunca descia.
Crescera um pouco e agora quem fazia as ameaças era sua professora: ‘muleque, faça sua lição pra não ser bandido, ser alguém na vida’. Ele nunca fazia.
Largou a escola, ela não tinha espaço suficiente para toda a desobediência que ele queria levar. Seus familiares sempre falavam: ‘meu querido, volta a estudar, se não você vai acabar indo para o lado errado.’ Ele nunca voltava.
Começou a trabalhar. Porém, não largou de ser desobediente, queria fazer as coisas na sua maneira. ‘Cara, se você não fizer direito, o chefe vai te por na rua.’ Ele nunca trabalhava corretamente.
Achou uma criança que o encantou, ela tinha pouco de idade e muito de inocência. Era o ideal para ele manter a fama de transgressor desobediente (quando na verdade ele só era mais um para fazer volume no bolo de números e censos). Sempre diziam para ele: ‘Ela é muito nova, cara. A diferença é grande…Se você não largar ela vão começar a falar merda.’ Ele não a largou, não desistiu dela.
Porém esse ponto ela foi mais desobediente que ele, e ela o largou. Não precisava mais de sua desobediência fora de época, agora ela estava na idade da rebeldia e queria aproveitar tudo que sua adolescência lhe proporcionava.
Porém ele não a largou, manteve-se como sempre se viu, desobediente.
Hoje quem finge que é seu amigo e não ameaça, na realidade quer dizer: ’solta a garota, ela não te quer mais…solta se não a policia vai te matar’. Ele nunca soltará.
E talvez morra pela mão do guarda que sua avó nunca chamou.

Uma história que pode se aplicar a um bando desobedientes. E que, por serem bando, não são mais diferentes como gostariam, mas continuam fazendo mal.
Adorei o texto. ^^
Penny disse isso em Outubro 17, 2008 às 7:16 pm
Gostei hein!!
Léo disse isso em Outubro 17, 2008 às 11:26 pm
Que deprê!
sissa disse isso em Outubro 29, 2008 às 7:09 pm