Arcanum.txt

•janeiro 5, 2010 • Deixe um comentário

Breve explicação desnecessária:

Esse é um texto baseado na obra “A Cartomante” de Machado de Assis. Ele foi feito como uma forma de pré-roteiro para o curta “Arcanum“, desenvolvido pela Rbell como Projeto Integrado do curso de Mídias Digitais.

Parte I

Acendeu um cigarro e deu um beijo nela. Pensou em como aquilo era arriscado e bonito enquanto enchia seus pulmões com fumaça.
Ela estava inquieta demais para estar pensando na mesma coisa, então ele perguntou o que havia, recebendo em troca uma resposta evasiva.
Depois de insistir, ela confessou que havia consultado uma cartomante. Ele riu, tentando em vão não ser grosseiro.
Na verdade também tinha muito medo de tudo aquilo, mas não desceria a tal ponto pra se sentir mais tranqüilo. Não recorreria a uma qualquer com cartas de desenhos coloridos, mesmo recebendo ameaças anônimas.

Pensou em silêncio e resolveu mostrar pra ela o que tirava seu sono há duas semanas. Jogou a foto na cama tentando parecer seguro, mas no fundo sabia que havia deixado um pouco de medo escapar no desvio do olhar. A frase “EU SEI DE TUDO” cortava a foto de um beijo como uma foice arrancava uma cabeça e fazia espirrar sangue desesperado pelas entranhas dos dois.
Ele pensou que ela estava sendo covarde preferindo ir embora, mas não fez questão de insistir para ela ficar. Não tinha mais forças.

Uma vibração lembrou que deveria ir embora. Abriu o celular e sentiu uma mão grosseira esmagando seu coração: “Quero você aqui às 20h. Não se atrase.

Ele deitou com dificuldade de respirar, pensando em todas as possíveis desculpas para não ir, esquecendo-se da hora. Não poderia faltar, o risco era grande demais. E ele não conseguiria lidar com mais uma perda.

Levantou, vestiu a calça e abotoou a camisa. Acendeu outro cigarro com a mão trêmula. Se fosse, deveria ir mais calmo. Talvez não fosse nada.

Apesar de absurda, teve uma idéia. Apagou o cigarro no cinzeiro e saiu, batendo a porta.

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O Circo já vai começar!

•dezembro 16, 2009 • 1 Comentário

Hoje, só depois de dois longos dias consegui forças para desfazer as malas.
Claro que não foi impune: Chorei novamente.

Chorei lembrando do ano, chorei lembrando do domingo.
Domingo eu não choro, domingo eu não sofro.

Chorei ouvindo a música e continuei a tirar, ritualisticamente, tudo da mala.
Cada peça de roupa carregava um aplauso e uma crítica. Cada fragmento de roupa, um sorriso.
Tirei uma pasta com uma lágrima e uma folha caiu.
Será que dará TEMPO?

TEMPO, TEMPO, TEMPO, TEMPO

Dará, está dando, já deu TEMPO!

Caiu lembrando do momento do fim em que a música tocou junto com as lágrimas. Um lampejo de dor in-aparável e lágrimas in-contíveis e incontáveis. Os abraços e as vozes faziam TANTO sentido que o choro aumentava e o desespero tomava conta dos músculos. O Sentimento era único em todos nós. Ainda é bonito de mais para poder traduzir em palavras.

Vagabundo esse tempo que não nos permite perpetuar o belo e ascendê-lo.
Mas o tempo é só a distância de um ponteiro ao outro, certo? É o som do espaço e não da alma!

Hoje choro sim, mas cresco. Sei que ainda não sei, mas ja sei e sinto muito mais que antes.

Tempo Vagabundo, te espero a cada segundo. Tomara que já seja no próximo.

Eu vi. Virei Estrela.

Playlist:

Domingo
“O Nosso Tempo”
Estrela
Quando
Tempo Vagabundo em A

2,5

•junho 9, 2009 • 1 Comentário

Ele não conseguia entender o motivo de tudo aquilo.
Eles pareciam um ótimo casal.

Ele não a sufocava.
Ela não ligava para o sexo ruim.

Ele sempre pensou ter o controle da situação, dizendo para ela o que fazer quando ela parecia perdida.
Ela sabia que ele não era nada além do máximo que ela conseguiria anos atrás. 

Ele não tinha necessidade de coisas novas.
Ela buscava a intensidade em tudo.

Ele não se preocupava com a aparência. Não precisava se cuidar pra ela.
Ela estava cansada da rotina e dos amigos em comum.

Ele casaria com ela por conforto.
Ela foi buscar aventuras fora dali.

Ele não se preocupava com a traição, sabia que ela não faria isso.
Ela o traiu 2 vezes. Mas sempre foi fiel ao sentimento dele.
Até aquele dia.

 À propósito, aquele garoto prepotente saiu de onde?

Ele ficou arrasado quando ela o informou do fim evidente.
Ela procurava algo que ele nunca pode oferecer: Paixão. 

Não por ela, por tudo.
Ela buscava alguém que ouvisse uma música e sentisse que seu coração fosse explodir.
Ela buscava alguém que se apaixonasse todo dia por uma foto ou uma pessoa que estivesse longe.
Ela buscava alguém que não soubesse o que é o amor, mas que buscasse por isso em todos os segundos de sua vida.

Ele não entendia o que tudo isso significava.

Ela está bem mais feliz sem ele.
Ele está igual sempre: Vivendo a infelicidade. Só um pouco mais triste.

Loucura Aceitável?

•junho 8, 2009 • 1 Comentário

Ele andava ouvindo vozes que o fazia se sentir culpado.
‘Faça isso, não faça isso, vá a tal lugar, fique longe de outros. ‘
Sempre achou comum até confidenciar isso a um amigo, que o chamou de louco.

Começou a ir a um psiquiatra.
Visitava Dr. Barbosa uma vez por semana. Às vezes duas.

“Sinta-se a vontade, deite e relaxe. Olhe fixamente para o ponto azul na parede e concentre-se em minhas palavras. Quando eu contar até 3 você voltará a ser recém-nascido. Ouvirá novamente as canções de sua mãe, sentirá ela ninando você, certo?”

“Certo”

“1… 2… 3.
O que você está sentindo?”

“Sinto sono e escuto uma canção. É bonita e profunda. Sinto amor passando dos braços de minha mãe para todo meu corpo.”

“Certo….” Disse Dr. Barbosa, fazendo uma anotação em uma ficha.
“Você ouviu essa música mais alguma vez em sua vida?”

“Escuto ela toda vez que vou brincar na casa do vizinho. Minha mãe não me deixava brincar com ele, mas eu tocava sua campainha sempre que ela saia. Era uma sensação boa, mas sabia que era errado.”

“Certo….O que mais você sentia quando ia ao seu vizinho?”

“Eu lembrava que, se minha mãe descobrisse, não ganharia Ovo do Coelhinho da Páscoa. E nem presente do Papai-Noel.”

“Porque não ganharia?” Perguntou entediado o Doutor, anotando as respostas esperadas na ficha.

“Estou desobedecendo a mamãe, estou sendo levado. Sou um menino mau.”

“Correto… Você teve essa sensação mais alguma vez?”

“Toda vez que eu ia ao banheiro com a revista que eu peguei do meu tio. Minha mãe dizia que papai-do-céu via tudo sempre. Eu não queria que ele visse o que eu fazia com a revista. Não queria que ele soubesse que eu tinha roubado a revista e que via ela enquanto eu…”

“Certo. CERTO.” Interrompeu bruscamente o Doutor.

“Em que outras situações você sentiu esse medo desse papai-do-céu?”

“Sempre que eu deixava de ir a igreja nos domingos para jogar futebol. E mais tarde, quando eu chamava garotas para ir para minha casa e as levava para meu quarto, sem que minha mãe soubesse. Também quando eu pensava em coisas feias.”

“Certo” Disse o Doutor fazendo as últimas anotações e fechando sua ficha.

Respirou fundo antes de finalizar.

“Quando eu disser ‘Acorde’ você irá despertar. 1… 2… 3. Acorde”

“Onde eu estou?” Disse, despertando meio atordoado.

“Você está no meu consultório. Fiz uma analise em você baseado em depoimentos inconscientes. Está pronto para descobrir seu problema?”

“Não, não estou.”

“Não?” Perguntou o confuso, mas não impressionado Doutor.
“Certo… Sua conta será enviada por correio.”

“Obrigado Doutor.” disse, deixando o consultório onde, em cima da mesa, na ficha recém fechado, lia-se: ‘Cristão‘.

Verde

•abril 13, 2009 • 2 Comentários

Respirou fundo e tocou a mão dela.

Sentiu seus dedos nervosos em contato com a pele mais macia que qualquer luz já havia refletido.

Ela estava surpreendentemente incrível. Muito diferente de como ele a considerava cinco anos atrás, naquele lugar que parecia estar preso dentro de uma fita-cassete embolorada.

- Você não ficou brava com o que aconteceu da ultima vez…ficou?

- Não, claro que não. Esse tipo de coisa acontece.

- Acho que acontece de vez em quando.

- É…

Ele havia ensaiado o restante da conversa por semanas demais para falhar. Respirou novamente e tomou um gole de água.

- Acontece de vez em… Quando?

- Acontece só uma vez, A.

Ela estava certa demais pra fazer sentido.
Ele entrou em desespero. Tentava desesperadamente achar qualquer palavra amarrotada que ela tinha acabado de espalhar descuidadamente pelo carpete.

- Certo…

- Depois que nos beijamos foi muito estranho. Quero dizer… foi bom e tudo mais, mas foi estranho, sabe? Agente é amigo há muito tempo…

Tempo suficiente pra ele se apaixonar perdidamente por ela,  ele pensou.
Mas claro que pra ela não fazia sentido. Pra ninguém fazia.

- Eu entendo…

- Sabe…seu problema é que você se aproxima demais das pessoas. Fica amigo de mais, entende?

Não, ele não entendia. Como isso poderia ser, de qualquer forma, ruim?

Ele estremeceu e afastou a mão de perto da dela, apertou os dedos e descruzou as pernas, levantando rapidamente.

Ela olhou nos olhos dele por uma ínfima eternidade e desviou o olhar.

Ele precisava achar algo para falar, precisava respirar, precisava de um cigarro.

- Entendo.

- Aproveita sua vida, ta?

Ele tentou se convencer que ela só queria ser legal e simpática. Ele confundira tudo, só podia ser. Aquele beijo, naquele dia, foi uma coisa de momento. Ela não era nada além de uma boa e antiga amiga. Ela não podia ser…

- Pode ser com você?

Cara e Coroa

•março 5, 2009 • 3 Comentários

Desde pequeno ele amava as garotas. As coleguinhas da sala, as coleguinhas da sala anterior à dele. Todas as coleguinhas.

Alguns anos mais tarde, no colegial, amava incondicionalmente todas as garotas. Colegas de sala, suas irmãs mais novas, primas, etc. Amava de longe, mas amava a todas. Incondicionalmente e eternamente até aparecer outra que fazia seu coração descompassar.

Após todas as desilusões e amores não correspondidos do colégio, achou uma garota que estava a sua altura: baixinha, morena. Parecia mais nova do que era, mas já tinha duas filhas.

Alguns meses de convivência ele constatou o inevitável. Estava apaixonado pela garota. Ele tentou evitar ao máximo, pois sabia que deveria ser algo passageiro, igual com suas coleguinhas da escolinha ou suas amigas de colégio. Tinha que ser algo passageiro. Só pode ser passageiro. Eu não sou um doente, só amo. Isso nunca poderia ser aceito, ela parecia ser só uma criança.

Quanto mais ele lutava, mais algo de dentro dele dizia que a garota não era uma criança, ela estava pronta para se unir eternamente a ele. Ela era madura e estava pronta pra ser inteiramente amada por ele, demonstrando toda sua verdade interna.

Então ele, convencido, amou.

se tiver tolerãncia, leia tudo

People are Strange

•março 4, 2009 • 1 Comentário

As pessoas estão prontas para ser exploradas.

Basta uma singela aproximação, um interesse (seja genuíno, por educação ou por interesse) para obter de volta interpretações da vida. Na sua grande maioria, Filosóficas. Se essa aproximação tiver como aditivo alguma substância que altera a percepção, obtemos então uma história de vida completa.

Todos manipulam suas histórias. As pessimistas contam sua vida frisando os acontecimentos negativos. As otimistas, o inverso. As ‘nada-me-atingem’ (aquelas que são fãs incondicionais de sua terapia) contam como era a vida antes de entrarem em tratamento e como a melhora foi esmagadoramente bem vinda.

As pessoas não são completas se não contam suas histórias. Elas só se afirmam quando afirmam para outro o que pensam ser.

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Andy, You’re a Star

•fevereiro 4, 2009 • 2 Comentários

“O seu PROBLEMA é que você se importa de mais.” 

Ela jogou essas palavras sem sentido na direção dele como dardos rumando ao alvo. Acertou em cheio.
Ele flexionou os dedos da mão direita e tentou falar, mas as palavras agarraram-se nos dentes, se recusando a sair.

“Você sempre fica em silêncio! Não tem coragem de falar o que pensa, de se defender. Você é COVARDE. Nem tudo é dor, sabe?”. 

Ele tentou se acalmar, tentando se convencer de que ela não era seu mundo, como alguém dissera alguns anos antes. Ela poderia ir embora com aquela imagem dele, ele não se importava. Sua consciência estava limpa. 

“Se nem assim você se expressa, vou embora.” 

Ele sabia que se ela quisesse ir, já teria deixado ele plantado na calçada, como uma estátua fria e sem importância, de alguém importante que ninguém se lembra mais. Mas ela não deu a partida no carro. Passou a mão no banco do passageiro e lembrou daquele dia que havia sangue e cacos de vidro em todo lugar. Tentou limpar a mancha escura, em vão. 

“Sabe, depois daquele dia, achei que nós ficaríamos juntos para sempre.” 

Ele não conseguiu fazer nada a não ser tentar concordar com a cabeça. Foi um movimento imperceptível. 

“Só que eu não te amo mais.” sussurrou, girando a chave na ignição. 

Ele tentou falar pela ultima vez, em vão. Queria lhe contar a verdade, mas era impossível. Ele parecia estar subitamente mudo. Ou morto. 

Então um “Adeus” voou da janela já em movimento e se chocou violentamente com um ‘Eu ainda te amo’ tardio. Outro acidente ocorrera. Porém dessa vez não havia um braço mutilado, só um coração estilhaçado. Em partes, no chão, dissolvendo-se na chuva e descendo a rua para o bueiro mais próximo. 

Ele arrastou-se para casa, sendo atingido pelas gotas de sangue que caiam do seu céu. Ele queria dizer que desde que ela colocou seu número no armário ele nunca tivera um dia triste, apesar da dor que ele sorvia. Mas a única coisa que conseguiu desejar era ter morrido no lugar da relação.

Inspiração?

Party Time

•janeiro 24, 2009 • 6 Comentários

Pulando toda as celebrações tediosas de fim de ano (e possiveis posts), pulo o blog até quase fevereiro, no evento nerd mais esperado pelos mongos de todo o Brasil: o Campus Party 2009

Tinha curiosidade de ir desde 2008, onde um professor meu tinha falado que era um evento obrigatório para estudantes dessa área e blablabla.

Fui pela faculdade/trabalho na Sexta (23 de Janeiro) de Manhã.

Para quem não sabe, um resuminho básico: A Campus Party (ou #cparty, pros intimos) é um evento onde, por uma semana, vários nerds, geeks, curiosos e alunos de escola publica que acham que a internet é só orkut e msn se reunem para trocar arquivos pirateados informações e ouvir palestras inúteis.

O gigantesco ambiente é dividido em 3 partes, basicamente:

1- Stands promocionais (Telefônica, Terra, Localweb e qualquer outra empresa que achou que alguem iria querer algo alem de usar a internet de graça, etc)
2- Campus Arena (uma zona Locais com palestras e Campuseiros no twitter e jogando guitar hero) 
3- Barracas (onde os nerds dormem e brigam) 

 

-

 

Como um renegado dessa raça de nerds/geeks, fui ao cparty munido de um caderno e uma caneta, a credencial (de imprensa. HÁ) e uma câmera capenga. E sono.

El posso, ok/

Sou Imprensa?

 

No fim das contas, consegui pegar só um ‘debate’, na área Campus Blog.
O nome era: Blogs e Celebridades.

Na mesa, um mediador, o criador do bloglogs, a @rosana, o cara do papelpop (…) e a Samara Felippo.

Eu deixo a parte de pensar qual o grau de relevancia que essa palestra teve para você.

Porém, se quiser ver o que eu penso, um scan da folha que eu fui rabiscando durante a palestra tá abaixo. Besteiras e comentários maldosos bem bagunçados. Tipo o que eu escreveria no Twitter, só que na folha, pq a vida eh dura e cadaum cadahum, fmz truta? Enfim, minha cobertura do debate:

cparty1

Oi, click em mim.

(a)Normalidades Digitais

•dezembro 9, 2008 • 3 Comentários

A internet não tem culpa da natureza humana, devo me acostumar com isso.

Para quem já estudou em uma escola estadual sabe o quanto as pessoas simplesmente não ligam. Não lêem, não se interessam por nada que não for “jogar futebol” e “catar menininhas” (ou arranjar briga).  Alguma eventual notícia (que não seja algo extraordinariamente sem sentido como o caso da Eloá ou qualquer outra tragédia sensacionalista) só desperta interesse nesse semi-acéfalos se é algo que ‘cai na prova’. E olhe lá. 

Particularmente não os culpo. É ótimo não pensar, não ter o que fazer e refletir, só pensar em se esfregar com garotas e com garotos (futebol é esfrega-esfrega também…só que não é gay, acho). É fácil e não gasta a massa encefálica e dinheiro. Porém temos o problema de ser facilmente manipulados. E isso sempre me incomodou. 

Então, eu que sempre fui um nerd perna de pau, digo, garoto que não pega ninguém, digo, desinteressado por essa (falta de) cultura, me interessava por novidades e blábláblá. Foi por isso que trabalhei e estudei, queria ser alguém que soubesse pensar sobre o que alguém poderia querer dizer com tais palavras. Claro que foi em vão, mas deixa pra lá

Ao ‘adentrar’ no mundo digital, descobri várias ferramentas diferentes e facilitadoras. Todo esse blábláblá que a internet te dá e todo mundo já sabe. Ela te auxilia a buscar conteúdos com vários pontos de vista diferentes e meio que te da uma liberdade para falar as merdas que quiser o que você pensa sem medo de muita represália. 

Porém, ao ver muitas coisa (das quais eu faço parte, como esse blog, o twitter, Orkut e derivados) vejo que o problema não era que aqueles garotos não queriam pensar pois não tinham condições, vejo que eles não queriam pensar pois é confortável, é da natureza humana.

A quantidade de lixo na rede é monstruosa. Nós gostamos de utilizar ferramentas sem pensar no essencial: o conteúdo. Absorvemos qualquer bosta que nos jogam, ficamos preocupados em postar conteúdos que ninguém lerá. Somos um zero à esquerda, humanos. Porém agora digitalizados.

 Santificada seja a inclusão digital!